skate MATA. e MACHUCA.
Da Impossibilidade de se Andar de Skate Sob a Perspectiva da Terceira Lei de Newton: Um Diagrama Explicativo
Publicado 30 de abril de 2012 r Uncategorized 1 Comentário…Em 13 anos de trabalho investigativo, nunca, nunca esperei o que estava por vir. Talvez porque 13 é o azar… talvez porque a vida nos prega peças, nos pregas coisas…que não se entende ao nosso réles pensar, mas o que quis dizer é que eu simplesmente: não esperava. Era uma tarde de 3 de abril o ano? não sei ao certo, depois que se ve as mais tenebrozidades que o mundo tem para lhes oferecer os anos passados são apenas como… ‘shadows in the dark’ , mas posso afirmar que o Geigel ainda não estava renunciado; o que significa que a gente tinha que fechar muito bem a nossa boquinha antes de falar qualquer merda que valha, señao era ferrinho na fucinha meu velho.
Estava dia tranqüilo de trabalho, de pernas pro ar, meus parceiros todos também época da ditadura… bem bom… mas hei que o nosso capataz Gregório Valente, o “Taxinha”, como nós da firma costumávamos brincar devido ao seu famoso hábito de cobrar pedágio pra todo mundo que trabalhava pra ele, como que uma brincadeira, então ele me chega na sala “quebrando tudo”, exaurido e exaurado, suando em picas, mas como que suava ele, espirrava pra todo lado, em todo mundo… sangue…
Quando menos vi estava morto.
Em suas mãos pairava um guardanapo cheio de azeite com os seguintes dizeres: “8″ O que significava aquele bezunto todo de azeite? JÄ SEI. ele deveria estar em algum restaurante. Fui então ao maldito endereço indicado: restaurante nro. 8. Mas oras, nonde raios este restaurante se meteu? Esse número nem sequer ao menos existia naquela rua.
O quê? não acredito? O número escrito não era 8, e sim ∞!!! Logo entrei na casa de número INFINITO será que estou louco? Dimensão paralela? Limbo? Lost?? Algum tipo de… Loucura? Fui recepcionado pelo mordomo, alto, esgueiro, magro ríspido olhos pra frente como que tentando me olhar mais de perto, talvez por hipertireoidismo enfim ele era um amor. Me disse que se quisesse poderia acariciar o seu “macio”, e apontou para a sua gigantesca careca. Minhas mais sinceras condolências senhor, mas não, obrigado. Estou aqui é procurando saber do que se trata esta porra daqui, e mostrei o papel bem na cara dele que era pra intimidar. Ele olhou bem assustado de disso HUM já entendi tudo. Não disse nada, apenas apontou uma porta estreita em formato de coração ‘Heart-shaped-door’, desses de montanha russa, ao lado do bar. Estava tudo, muito…muito estranho.
Deu que a porta levava para uma mansão SIM! uma completa mansão atrás de um humilde restaurante chinês é de arrebentar a boca do cu ou não é mesmo.
Lá dentro, tudo de ruim; iluminação, cheiro fétido, sinal ruim na t.v., a tinta toda descascando, cadaváveres, epa, cadéveres? Alarme falso. Travesseiros, apenas isso. Através dos vários km’s do salão nobre pude ouvir o canto de agonia “nhec nhec” fui seguindo. Quando cheguei no tal quarto, parou. Olhando um pouqinho melhor, percebi um calor inebrisante, um ‘q’ de violência gratuita, de….volúpia…ARDENTE. Vasculhando pelos escombros não pude deixar de não notar na moldura amadeirada da cama (um beliche) uma gravura funda em vermelho de sangue e carne que foi escrita por mãos gritantes, agoniadas, mordidas… ali eu pude ler a seguinte frase, um último pedido de clemência… de sofrimento:
PQ V06 ME ODEA
Preciso confessar uma coisa.
Fui eu.
Guardei este segredo comigo por 2 anos e sinto que não posso mais escondê-lo, é um pensamento que lateja nos meus mais profundos pesadelos, que não me deixa dormir por noites insones a fio, me atormenta a alma e me impede da serenidade de ser.
29 de Março de 2008 era um sábado, eu estava na casa do meu amigo F.C.(seu nome foi oculto por segurança) e nós estavamos jogando Play tranquilamentes, não lembro o jogo, talvez GH ou Soul Calibur, bem, isso não importa, o que aconteceu é que depois de algumas horas nessa rotina nós ficamos terrivelmente entediados, já havia entardecido e tudo o que tinhamos para fazer era ver televisão e comer as sobras do almoço.
Foi aí que, num espasmo de pensamento, como um pit bull que é manso e educado a vida inteira e sem mais nem menos decepa a mão do filho de seu dono, eu tive a ideia macabra: “vamos pregar uma peça”.
No começo apenas espiamos da janela o movimento na rua, com alguns ovos e outras coisas em nossas mãos prontas para serem lançadas. Esperamos alguns poucos minutos e vimos que um carro entrava no prédio, desisti de atirar os ovos porque achei que seria chamativo de mais, e conveci o meu amigo a fazer o mesmo. Falei para ele me seguir, sem alguma ideia clara em mente, e ele o fez, descemos a escada alguns andares até que chegando em um deles ouvimos um barulho de porta se fechando, mas sem ser trancada. Eu dei uma olhadela de soslaio pela entrada da escadaria para não ser visto e vi um homem entrando no elevador. No mesmo momento disse a F.C. “vamos lá, vamos lá, vai ser divertido, nós roubamos alguma comida fresca da geladeira, fuçamos as gavetas depois voltamos”. Foi o que fizemos, entramos, abrimos a geladeira, roubamos um chocolate que estava lá dentro, o que eu detesto, porque tem que esperar derreter senão o gosto não é o mesmo, e eu queria comer naquele momento, isso me deixou meio nervoso na hora, fui então vasculhar os outros cômodos.
Ao entrar em um quarto, vi uma menina dormindo, ela acordou com a minha presença e perguntou “quem é?”, nesse momento eu fiquei completamente desesperado com medo de que ela gritasse e resultasse em um final muito indesejado para mim, e como eu já estava emocionalmente sensibilizado naquele momento, por impulso tomei uma decisão com cujas consequências eu nunca sonharia. Peguei o lençol de sua cama e tampei seu rosto para que não gritasse, enquanto a sufacava com minhas mãos em seu pescoço. Notei um machucado em seu rosto, ainda fresco, saindo sangue, e dei-lhe um golpe com todas as minhas forças no local da ferida. Do golpe deferido resultou um pequeno jato de sangue que caiu nos lençóis, e manchou também minhas mãos. A menina estava morta.
Precisava tomar uma atitude imediata. Fui à porta da casa correndo para ver se havia alguém. Não havia. Voltei correndo para dentro e fui ao banheiro para lavar minhas mãos, depois peguei uma quantidade enorme de papel higiênico e voltei para o quarto para limpar o sangue que caiu no chão, enquanto F.C. continuava se esbaldando na cozinha. Fui à porta para limpar o sangue que havia caído pela casa sem que o F.C. percebesse, guardei os papéis sujos no bolso e vasculhei as gavetas da cozinha. Achei uma tesoura e fui logo ao quarto onde a menina estava. No momento não havia outra escolha para mim, abri a janela, cortei a rede de segurança e cuidadosamente defenestrei o corpo ainda quente da pequena garota, como se estivesse jogando todos os meus problemas pela janela.
Voltei logo para chamar o F.C. para sair de lá, ele me olhou assustado e dirigiu-se para a porta, eu apenas deixei a tesoura na cozinha e sai correndo daquela casa.
Saí do Edifício London na Rua Leocádia antes da meia-noite e voltei para minha casa.
Depois daquele dia nunca mais falei com o F.C., não o procurei nem o contrário aconteceu.
Se isso tem alguma relação com o crime de repercução nacional que levou duas pessoas a serem condenadas na noite de ontem, não posso dar-lhes certeza, pois não lembro exatamente o andar nem a cara da criança para reconhecê-la, mas enfim, eu precisava dizer isso para evaporar o peso da minha consciência.
O Honestino não gosta de chocolate na geladeira.
Pássaro da Desconfiança
Publicado 7 de outubro de 2009 r atividades manuais 3 ComentáriosTags:advice dog, courage wolf, ms paint, socially awkward penguin
Depois alguma resistência, bem justificável, aceitei fazer parte deste blogue escalafobético do Ród e do meu primo Bocão. Não sei se isso foi uma boa idéia mas aqui estou e pra começar vou apresentar o Pássaro da Desconfiança, representado momentos por quais todos nós já passamos.

Com esse problema o Bocão não precisa se preocupar (namorada).





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